sábado, 8 de janeiro de 2011

O castelo

Um dia sonhei com um castelo
Onde moravam todos os meus sonhos
nas paredes, fotos das minhas ilusões
O que aos meus olhos não poderia ser mais belo
Andei por cada canto e vi de tudo
Vi coisas que chorara e que sorrira
O castelo simplesmente contava mudo
cada coisa que um dia eu já sentira
Por incrível não me sentia em casa
Fiquei cara a cara com minhas feridas
Senti-me completa estranha, intrometida
Naquele recanto com toda a minha vida
Exposta em prateleiras decoradas.
Despercebida encontrei uma preferida
Porém essa não estava exposta
Nela não parecia haver resposta
Pras minhas milhares de interrogações contidas
Era a única memória escondida
Porém entre tantas obras mortas
Era a única que aprecia ter vida.



Por Paula Lucchesi

domingo, 2 de janeiro de 2011

O que não entendo, não importa.

Sou filha da liberdade
Sou mãe dos meus próprios sonhos
mais que nua, sincera me esponho
Grito na rua a nova verdade
Com toda a compostura à parte
Descomponho o que se chama de arte
e isso não é só questão de opinião
A roda que roda viva
que vive por idéias loucas
constrói-se com palavras poucas
mais que um sonho proibido
eu grito mais que pela liberdade
mais que pelo entendimento
grito pela autonomia
grito pelo movimento
grito com o cabelo ao vento
o sonho que não deixo esquecer
pois não se perde o brilho nos olhos
quando se encontra uma razão pra viver
nessa complexa vida autodestrutiva
não quero viver pra sempre
mas quero estar sempre viva.


Por Paula Lucchesi