
Liberdade não é o que se cria,
sim o que se nasce
E o homem que desfaz-se
da liberdade vazia
Solidão da independência
Prisão interna
O homem preso à consciência
sua inimiga eterna
Em seu primeiro momento
chega a ser um grito forte
Com toda a força de seu intento
que grita "independencia ou morte"
Bloqueia a si mesmo o pensamento
Do que será depois da sorte
A liberdade é azul
Cor primária e fria
É mais do que a ousadia
de um momento de êxtase
e agora, por quem choras ?
És simplesmente livre de tudo
Estas solitário contudo
e agora, porque chorarias ?
Azul é o vazio
é o neutro, é o espaço
que fica após o cansaço
de finalmente ser livre
Das tuas referências vãs
De tudo que ja não se vive
O homem em suas atitudes sãs
Está condenado a ser livre.
Por Paula Lucchesi
