quarta-feira, 27 de outubro de 2010

La liberté est bleu


Liberdade não é o que se cria,
sim o que se nasce
E o homem que desfaz-se
da liberdade vazia

Solidão da independência
Prisão interna
O homem preso à consciência
sua inimiga eterna

Em seu primeiro momento
chega a ser um grito forte
Com toda a força de seu intento
que grita "independencia ou morte"
Bloqueia a si mesmo o pensamento
Do que será depois da sorte

A liberdade é azul
Cor primária e fria
É mais do que a ousadia
de um momento de êxtase

e agora, por quem choras ?
És simplesmente livre de tudo
Estas solitário contudo
e agora, porque chorarias ?

Azul é o vazio
é o neutro, é o espaço
que fica após o cansaço
de finalmente ser livre

Das tuas referências vãs
De tudo que ja não se vive
O homem em suas atitudes sãs
Está condenado a ser livre.

Por Paula Lucchesi

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